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Tratamentos não medicamentosos para dores nas costas

Tratamentos não medicamentosos para dores nas costas

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Publicado originalmente em BBC.com, no dia 29 agosto 2022.

Existe uma confusão comum entre as pessoas sobre o que deve ser feito quando se tem dor nas costas: repousar ou se movimentar?

Os estudos científicos mais recentes e robustos apontam que o melhor tratamento para quadros crônicos de dor (que duram mais de três meses) é o exercício físico sem uso de remédios. Principalmente para a dor lombar (ou lombalgia), na parte de baixo das costas.

Esses exercícios incluem os aeróbicos, como natação, caminhada e ciclismo, e os de fortalecimento dos músculos, como o pilates.

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Só que nem sempre os pacientes fazem somente exercícios. Os tratamentos podem envolver medicamentos associados, como antidepressivos (duloxetina) e anticonvulsivantes (pregabalina).

Outro tratamento associado pode passar pelas chamadas “escolas de coluna” (back school, em inglês). Os pacientes aprendem e praticam exercícios para fortalecer as costas e de uma educação da postura mais correta ao andar, sentar, trabalhar e dormir.

Mas não se trata apenas de orientar os pacientes a utilizar a coluna da melhor forma possível. Mas também de ensiná-los sobre questões como o que é a dor, como os fatores psicológicos influenciam a sensação e a recuperação (como frustração e temor de nunca melhorar) e como o tratamento vai ocorrer dali em diante (inclusive para evitar lesões e saber lidar com recaídas).

Ali, eles são orientados de que não é necessário estar 100% recuperado para retomar atividades e de como a respiração e uma boa noite de sono podem fazer muita diferença para a recuperação, por exemplo.

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“As escolas de coluna têm um efeito melhor quando o aspecto psicológico também é abordado. Ou seja, a catastrofização, o enfrentamento… Então, você tem uma abordagem com técnicas de terapia cognitivo comportamental, a TCC (abordagem comum para casos de depressão na qual, por meio da conversa, o terapeuta ensina o paciente a identificar e lidar com pensamentos, crenças e sentimentos negativos, quebrando o ciclo em torno dele)”, afirma Simões. “Então, a pessoa reprocessa a dor, trabalha como a encara. A forma como ela encara e processa esse tipo de dor também está muito relacionada com outros obstáculos que a pessoa tem.”

Especialistas listam outras abordagens que também costumam ter efeitos positivos contra as dores na coluna, como fisioterapia, meditação (como mindfulness) e pilates, uma forma de exercício que permite desenvolver força, aumentar a flexibilidade e melhorar a postura do corpo.

“A meditação, por exemplo, ajuda no controle da dor ao diminuir a atividade do sistema nervoso simpático, aquele que nos deixa preparados para lutar ou fugir. Quando faço meditação, mindfulness, consigo diminuir a atividade desse sistema nervoso simpático, e diminuo a vinculação de estresse, tensão, ansiedade e medo àquela dor. Há então uma melhor evolução clínica, tende a ter uma diminuição da percepção de dor”, explica Araujo, da Sociedade Brasileira para Estudos da Dor.

Há, por fim, grande contraindicação de algumas soluções “milagrosas” que costumam surgir nas redes sociais, como cintas, órteses, suportes lombares, palmilhas e corretores de postura. “Normalmente, quando se usa isso é em um pós-operatório, pós-fratura, mas não como forma de tratamento. O objetivo é ganhar força e elasticidade, ganhar mobilidade e função. Quando nós usamos esses equipamentos, a gente perde função, perde mobilidade”, afirma Araujo.
Tratamentos medicamentosos (à base de remédios)

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Para o alívio da dor, remédios como analgésicos, anti-inflamatórios, corticoides, opioides, antidepressivos e miorrelaxantes podem ser recomendados em fase aguda — há expectativas em torno do possível efeito positivo do canabidiol (um dos principais componentes da maconha) para a dor, mas ainda não há consenso científico nem evidências robustas sobre eventuais benefícios.

Mas, geralmente, esses remédios ajudam a aliviar ou controlar os sintomas, mas eles não resolvem os problemas que causam esses sintomas e nem aceleram a recuperação do paciente.

“Os opioides, por exemplo, são analgésicos mais fortes para o controle da dor. Podem ser indicados quando o paciente tem uma dor muito mais intensa. Porém, eles não são medicações de primeira linha nem de segunda linha (os primeiros a serem indicados). Eles são mais para diminuir a percepção de dor, enquanto o paciente faz uma reabilitação de outra forma”, explica Araujo, da Sociedade Brasileira para Estudos da Dor.

Além disso, ele lembra que muitos pacientes com dor talvez não possam usar alguns desses medicamentos por causa de outras questões de saúde, como doenças hepáticas e renais, alergia e idade avançada. Sem falar nos possíveis efeitos colaterais dos medicamentos para esses e outros pacientes.

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Por outro lado, pode haver benefícios com medicamentos associados ao chamado efeito placebo. Ou seja, medicamentos que não promovem qualquer alteração no organismo, mas são capazes de modificar a forma como uma pessoa se sente em relação a determinadas doenças e até ajudar a melhorar certos sintomas.

Em 2018, a BBC e a Universidade de Oxford fizeram um experimento com cem participantes no Reino Unido que sofriam com dor nas costas há anos. Eles foram informados de que metade receberia um poderoso remédio contra a dor e a outra metade receberia uma pílula ineficaz. Mas ninguém saberia quem recebeu o quê.

Só que todas as 100 pessoas receberam comprimidos de arroz moído. Ou seja, placebo.

Depois de três semanas, quase metade dos voluntários relataram ter uma melhora significativa na dor, um resultado positivo considerando que muitos deles tinham o histórico de tomar analgésicos fortes.

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Cientistas envolvidos com o experimento explicaram que a ciência mostra que o efeito placebo tem um papel concreto na psicologia e na neuroquímica, inclusive com a liberação de endorfina, um analgésico natural que tem estrutura similar à morfina (um opioide poderoso contra a dor).

Estudos científicos apontam que placebos podem funcionar mesmo quando os pacientes sabem que o que estão tomando é um placebo.

Vale mencionar que outro fator positivo para a percepção de melhora dos voluntários do experimento de 2018 foi a duração da consulta com os médicos envolvidos. A metade que passou mais tempo com os profissionais relatou melhora do que a outra metade.

Este texto foi publicado originalmente em BBC.com, no dia 29 agosto 2022.

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